ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 22/05/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 5º o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira, dificultando, desse modo,a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o estigma. Nesse sentido, o SUS não possui o suporte necessário para tratar toda a população com saúde mental fraca. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar que o aumento das doenças mentais é o impulsionador da presença dos estigmas no Brasil. Segundo o governo da saúde o Brasil está entre os primeiros países que mais sofrem de depressão na América Latina. Diante de tal exposto percebemos que doenças mentais são seríssimas, a perpetuação dos transtornos mentais serem considerados “frescura” só preservará esse estigma tão arcaico. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde por intermédio de campanhas sociais e publicitárias, promova as pessoas a buscarem o tratamento necessário e não o considerar frescura, a fim de acabar com esse estigma. Assim, se consolidará uma sociedade mais saudável, aonde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.