ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 24/05/2021
No mundo contemporâneo, numerosas temáticas antes silenciadas ao longo da História estão ganhando seu espaço em debates e nas mídias sociais, mas quando o assunto é a rejeição e negligência social que pessoas com transtornos mentais e deficiências intelectuais sofrem, os meios de conscientização deixam muito a desejar. De acordo com os dados da OMS, a cada 45 minutos uma pessoa comete suicídio no Brasil, e isso evidencia que o aprimoramento do acesso ao tratamento é de suma importância.
Primeiramente, é fundamental entender que os principais agentes da problemática são a falta de informação e os preconceitos acerca do tema. Por exemplo, grandes avanços na medicina no ramo da psiquiatria ainda são desvalorizados socialmente, e grande parte da população se recusa a consultar um profissional quando necessitados de ajuda médica. Além disso, a displicência do Estado em relação a saúde mental do cidadão brasileiro origina a falta de incentivos fiscais, tornando o atendimento público cada vez mais precário e inacessível.
Segundo a Constituição Federal do Brasil, a saúde é de todos e dever do Estado, e a realidade brasileira está cada vez mais dissonante com as medidas protetivas criadas para auxiliar esse público-alvo. Isto é, pessoas portadoras de transtornos mentais são excluídas não só no âmbito social, mas também privadas de ações inclusivas e acesso a tramento de qualidade que deviam ser garantidos pelo governo. A saber, essa parcela da população apresenta uma das menores taxas de empregabilidade, confirmando mais uma vez a falta de recursos disponíveis.
Portanto, são essenciais ações para a reversão desse estigma associado as doenças mentais. Cabe ao Ministério da Saúde aumentar o investimento financeiro nessa área para contratar profissionais de qualidade, por meio de concursos, e também no desenvolvimento de pesquisas, através de medidas de incentivo, melhorando o tratamento oferecido. Assim, o Brasil caminhará em direção a um país mais igualitário e condizente com a sua bandeira, que defende a ordem e o progresso.