ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 30/05/2021

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, em relação aos transtornos mentais, vai de desencontro ao ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo de indivíduos é vítima de discriminação constante. Nesse sentido, os estigmas atribuídos tem como causa a irracionalidade provocada por uma educação lacunar e midiática sobre o assunto.

Convém ressaltar, a princípio, que a irracionalidade ligada ao tema é um fator determinante para persistência do problema. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser um instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação, influencia na consolidação do quadro.

Além do mais, uma educação não inclusiva ainda é um grande impasse para o desenvolvimento do assunto. Sob essa lógica, o filósofo Schopenhaer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento a respeito do mundo, ou seja, as pessoas que não tem acesso à informação sobre as doenças mentais terão sua visão limitada e haverá perpetuação do estigma aos portadores desses transtornos.

É necessário, portanto, que ações sejam desenvolvidas para o combate ao estigma associado as doenças mentais. Assim, faz-se necessária a atuação do Ministério da Educação, em parceria com a mídia, na educação da população. Isso deve ocorrer por meio da promoção de palestras, que, ao serem ministradas em escolas e universidade, orientem os brasileiros no sentido de buscar informações, possibilitando a construção de um senso crítico. Além disso, cabe as entidades governamentais a elaboração de um sistema educacional inclusivo que minimize preconceitos na sociedade. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.