ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 31/05/2021

O filme norte-americano “Coringa” apresenta um personagem que sofre com moléstias mentais e é marginalizado pela sociedade, o que gera impactos altamente negativos para ambos. Em contrapartida, apesar de ficção, a sociedade brasileira não encontra-se distante do cenário do longa-metragem, já que o estigma associado às doenças mentais ainda mostra-se um empecilho à sociedade, o que deve ser urgentemente desconstruído. Para lidar com isso, é valoroso discutir sobre: perdas socioeconômicas e a ineficácia do Estado.

Mormente, é crível analisar os maléficos resultados na economia. Nesse sentido, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) expõe que a depressão -transtorno de natureza psíquica- é a enfermidade mais incapacitante do mundo hodiernamente. Ocorre que com a incapacitação dos trabalhadores brasileiros é gerado uma grande perda financeira em renda deles e consequentemente cresce a dívida pública -INSS, seguro desemprego-. Em decorrência disso, a desigualdade social no país verde-amarelo intensifica-se dificultando ainda mais a vida de quem padece com transtornos psicológicos. Desse modo, enquanto os flagelos mentais expande-se, o Brasil será palco de mais uma mazela: a desigualdade social.

Ademais, a negligência estatal corrobora a problemática. Nessa abordagem, a película supracitada o protagonista sofre desde cedo com doenças mentais e a situação acentuou-se quando ele perdeu o apoio do tratamento feito saúde publica que foi cortada, provocando implicações adversas. Nesse ínterim, é sabido que é dever público e social garantir a saúde e dignidade dos doentes, apesar disso, infelizmente a real situação tupiniquim assemelha-se com a ficção referida, uma vez que pesquisas da OMS afirma que no país 5,8% dos habitantes apresentam quadro de depressão, o que demonstra a ineficácia da ação pública. Dessarte, é contraditório que no país o qual almeja a saúde de seus cidadãos, seja negacionista com os doentes mentais.

É urgente, portanto, que a atual conjuntura verde-amarela precisa desconstruída. Para isso, o Ministério da Saúde deve suavizar os problemas do estigma enfrentados pelos doentes, via redirecionamento de verbas para setores da saúde competentes -psicologia, psiquiatria, saúde pública-, além de criar campanhas publicitárias a fim de, respectivamente, dignificar o tratamento para esses indivíduos e elucidar e aumentar a criticidade da população em geral. Feito isso, a sociedade canarinho poderá ajudar pessoas com transtornos mentais e trata-los de forma honrada, diferente do proposto no filme “Coringa”.