ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 01/06/2021
Assiste-se, no atual contexto brasileiro, uma escala gigante de proprietários mentalmente adoecidos. Todavia, os afetados não são apenas obrigados a lidarem com suas enfermidades, mas também com o enraizado estigma contra as doenças mentais. Sendo assim, é necessário esclarecer as principais razões dessa problemática - a família e o desprezo do governo.
De início, é válido comentar o papel familiar na manutenção de tais arquétipos. Nesse cenário, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a família é responsável pela socialização primária do indivíduo, ou seja, a maioria dos valores absorvidos na criação de uma criança vem do núcleo parental. Dessa forma, ninguém nasce preconceituoso, porém absorve tal característica dos familiares, inclusive contra doenças mentais, acaba por prolongar um ciclo que nega aptidões, enfermidades à mera “frescura”.
Ademais, é pertinente destacar uma negligência governamental quanto ao impasse. De fato, pouquissímo é feito atualmente, pela máquina estatal, para combater os preconceitos contra doenças mentais, como campanhas de conscientização nas mídias e nas escolas. Esse descaso do poder público vai de frente com a teoria contratualista do filósofo francês Jean Jacques Rousseau, que defende o dever dos governantes de garantir o bem-estar da população. Assim, uma sociedade tende a um estado caótico pelo desprezo do Estado.
Portanto, medidas são fundamentais para mitigar o impasse. Nesse sentido, cabe ao Governo Federal, principal responsável pela ordem social, em parceria com o Ministério da Educação e com as gestões municipais, a realização de campanhas de conscientização contra os estigmas supracitados, por meio de cartazes, rodas de conversas e palestras, a fim de desconstruir os preconceitos passados pela família aos rebentos. Somente assim, o contratualismo de Rousseau será melhor aplicado na sociedade brasileira.