ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 04/06/2021
Para o pensador inglês Francis Bacon, “o conhecimento é, em si mesmo, um poder”. Essa visão, embora correta, foi duramente negligenciada durante o período da Idade Média, em que a falta de conhecimento fez com que milhares de pessoas com doenças mentais perdessem a vida. Nesse sentido, no Brasil, a ignorância da população gera violência e inúmeros estigmas quanto à elas, de modo que aqueles que as possuem morrem decorrente ao preconceito e desconhecimento, tornando evidente a urgência de meios para a solução do problema.
Em primeiro momento, é imprescindível observar a atualidade dessa problemática, sendo retratada em filmes, como “Divertidamente”, da Disney-Pixar. Ele deixa explícito como a desinformação da sociedade agrava os problemas mentais dos indivíduos, mostrando o sofrimento da personagem, que sofria de depressão. Relacionando à realidade brasileira, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, o país é o que mais sofre de depressão na América Latina, evidenciando a gravidade do problema.
Em contrapartida, doenças como a ansiedade e depressão ainda são vistas com preconceito pela sociedade, muito atrelado a estigmas antigos, muitas vezes relacionados a religião. Expressões muito usadas para designar pacientes com essas doenças estão muito ligados a isso, como a expressão “Falta de Deus”. Nesse sentido, a série norte-americana “13 Reasons Why”, da Netflix, mostra o que acontece quando essa ignorância comedida pela sociedade desinformada se mantem acontecendo: o suicídio. Dados da OMS mostram que o Brasil tem mais de 11 milhões de pacientes sofrendo de depressão, o que aumenta o número de mortes.
Verifíca-se então a urgência de uma solução, sendo dever do Estado, por meio do Ministério da Educação, com auxílio das mídias, o exclarecimento de dúvidas quanto a essas doenças e ainda uma maior visibilidade ás suas lutas. Também, por meio de escolas, explicar o que são e como tratá-las , visando a informação de todos os públicos, além de disponibilizar profissionais capacitados para o auxílio daqueles que precisam. Dessa forma, a fala do pensador inglês se mostrará efetiva no país, de modo que o conhecimento se torne um “poder” e doenças mentais passem a ser tratadas e respeitadas com a devida atenção.