ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 07/06/2021
Com o advento da pandemia do coronavírus, em 2020 e, a posteriori as restrições que limitavam a interação física, o homem viu-se não só confinado com si mesmo, como também dependente das redes sociais. Dessa forma, o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira fez-se um debate necessário, que questiona não só o que é saúde mental, mas também a relação moderna de produtividade e hiperexposição do indivíduo.
Ademais, para Bauman, o homem, para adequar-se à lógica de mercado, vende-se como mercadoria na vitrine da internet; logo, fomentado pelas leis de distanciamento na pandemia, uma onda de produtividade formou-se, na qual as fronteiras do público e privado fundiram-se, visto que a casa tornou-se ambiente de trabalho, e a internet tornou-se ferramenta de trabalho onipresente, o que impôs ao ser uma semi-conexão constante.
Todavia, embora as redes sociais mascarem os danos que o excesso de produtividade e exposição acarretam, é fato que, segundo o site Zenklub, 1 em cada 20 pessoas é acometida por algum tipo de transtorno mental, e que no mundo, cerda de 322 milhões de pessoas sofrem de depressão. Por conseguinte, a realidade entra em conflito com o estilo de vida hedonista tanto fomentado, que excluí a possibilidade de tais instabilidades, o que não só intimida a busca por ajuda médica, tanto como aflora e agrava doenças psíquicas inicialmente leves.
Portanto, fica evidente a necessidade da criação de um projeto social de apoio mental, feito pelo Ministério da saúde, que é responsável pela proteção da saúde do cidadão para uma qualidade de vida melhor, que seja implantado tanto nas escolas quanto nos ambientes de trabalho, com o apoio de um profissional da área de psiquiatria, com o intuito de trazer para o cidadão um acolhimento da complicada vida psíquica e, assim, desfazer o estigma das doenças mentais, e dar equilíbrio emocional à população.