ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 12/06/2021

Preconceito. Desigualdade. Exclusão. O estigma relacionado às doenças mentais na associação brasileira, além de gerar as consequências já citadas, ainda é uma grande barreira para alcançarmos uma sociedade mais harônica. Isso decorre, especialmente, pela falta de informações coerentes e a ignorância por parte da população acerca de indivíduos com alguma condição patológica. Considerando esses aspectos, cabe a nós analisarmos a situação diante outra perspectiva.

Diante desse cenário, é válido destacar cidadãos desiformados e carentes quando se trata de saúde psicológica. Nesse viés, Francesca Zappia retrata em “Inventei você?”, seu romance de estreia, uma narradora diagnosticada com esquizofrenia, assunto pouco conhecido e comentado, a fim de informar e representar certa parte da população. Entretanto, no Brasil, os conhecimentos oferecidos para as pessoas por meio da educação é, em grande parte, escasso e a representatividade fica em segundo plano.

Nesse sentido, é fundamental salienar que a consequência desse problema resulta em uma obscuridade sobre patologias. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) o Brasil é o país com mais casos de depressão dentre todos os países da América Latina. Contudo, mesmo com mais de uma a cada 20 pessoas sendo diagnosticada com alguma doença mental, a sociedade brasileira insiste em não considera-las como importante, taxando, na maioria das vezes, como frescura.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para melhoramos nossa convivência social. Deste modo, cabe ao Ministério da Educação (MEC) realizar palestras nas instituições de ensino de todo o país, sejam elas públicas ou privadas, por meio de parcerias com profissionais da área de saúde: médicos, psicólogos e psiquiatras, com o objetivo de mostrar aos alunos fatos reais e corretos. Espera-se, com isso, um menor estigma relacionado às doenças mentais no Brasil.