ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 26/07/2021
A Constituição Federativa do Brasil promulgada em 1988, principal documento jurídico do Brasil, prevê no seu artigo 6 °, direito à saúde a todos os cidadãos brasileiros. No entanto, tal prerrogativa não alcança todos os cidadãos brasileiros, quando se trata de saúde mental. Tal fato se deve a falta de empatia das pessoas em relação às doenças mentais e a dificuldade de acesso a profissionais especializados nesse assunto. Decerto, vale ressaltar que a falta de empatia e o individualismo é um impedimento para a promoção da saúde mental. Conforme, o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman discorre em sua obra “Modernidade Líquida”, o individualismo é o maior problema da pós-modernidade, pois uma população não consegue se colocar na posição das outras pessoas, por conseqüência agem de forma preconceituosa aumento ainda mais as marcas deixadas pelas doenças mentais. Por consequência, tornado-se imperiosas ações que revertam tal cenário.
Ademais, saliente-se que a falta no sistema de saúde de profissionais, como psicólogos e psiquiatras, dificuldade de tratamento das pessoas agravando a situação. Vale saliente que segundo a Organização Mundial de Saúde 5% da população mundial têm depressão e esta é só uma entre tantas doenças mentais. Portanto, é indubitável o aumento de profissional para auxílio na promoção da saúde mental.
Com o fito de diminuir o estigma das doenças mentais cabe às escolas e às mídias sociais, por ser instituições de grande abrangência, esclarecer a população sobre as doenças mentais, por meio de filmes, panfletos e palestras. Sendo assim, a população estará mais informada. Logotipo, será menos preconceituosa, com isso o estigma associado às doenças mentais será reduzido. Além disso, cabe ao Estado aumentar o número de profissionais nas instituições de saúde, principalmente nas cidades do interior, pois muitas vezes possuem um único profissional para uma população. Dessa forma, a lei não estará só no papel como discursa para o jornalista Gilberto Dimenstain na sua obra “O Cidadão de Papel”.