ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 04/08/2021
O filme “Coringa”, retrata a violência sofrida pelo personagem, o qual teve seu tratamento psíquico negligenciado e sofreu com o preconceito social acerca de seu transtorno mental. Por conseguinte, a realidade brasileira não se difere da ficção, na qual a criação de um padrão inalcançável de felicidade e a desinformação contribuem para a estigmatização das doenças mentais.
Diante a esse cenário, sabe-se que a Indústria cultural vende um falso ideal de vida feliz, que ao tentar ser atingido, afasta o indivíduo de sua realidade. Devido a isso, vê-se a estereotipização comportamental, que prega a repressão de sentimentos negativos, como tristeza, ansiedade e raiva. Além do mais, segundo o brasileiro Drauzio Varella, as redes sociais contribuem para tal, levando essa violência, também, para o meio virtual. Dessa forma, é fato que o padrão de felicidade contribui para a estigmatização desses transtornos, ao aceitarem apenas boas emoções.
Ademais, não apenas esses moldes, como também a banalização dessas doenças é um fator problemático. Isso se dá devido a desumanização de seus detentores, os quais são julgados como fracos, dissimulados e até mesmo perigosos. Assim, sabe-se que a falta de informação sobre elas contribui para o surgimento de preconceitos, fazendo com que, mesmo o Brasil sendo o país com mais depressivos da América Latina - segundo o site zenklub -, haja a baixa procura por ajuda médica.
Dessa forma, cabe a maiores instâncias como o Ministério da Saúde, em conjunto com os aparelhos midiáticos, promovam campanhas de informação, por meio de redes sociais e palestras, sobre o assunto, para que assim, a estigmatização dessas doenças passe a decrescer, fazendo com que um sério problema de saúde pública seja tratada de forma adequada pela sociedade. Assim, os Coringas da vida real deixaram de existir.