ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 09/08/2021
O holocausto brasileiro ocorreu entre os anos de 1930 a 1980, na qual muitas pessoas eram levadas á força para os hospícios, muitas vezes sem possuir um diagnóstico comprovando ter algum transtorno mental. Esse episódio na história do Brasil trouxe milhares de mortes, mostrando como as pessoas tinham certo preconceito com aqueles que apresentavam alguma doença mental e como esse tipo de situação era visto com descaso pela população. Contudo, na atualidade, infelizmente ainda se faz presente esses julgamentos com as pessoas que têm algum distúrbio psicológico. Logo, é necessário analisar criticamente esse assunto, uma vez que seu descuido pode agravar a situação de muitos que sofrem com esse impasse.
Neste contexto, no artigo 6º da Constituição Federal de 1988, garante que todos tenham acesso à saúde, no entanto isso não ocorre na prática, uma vez que uma parcela significativa da população não vive essa realidade, pois clínicas psicológicas realmente qualificadas requer um alto investimento, tornando-se excludentes. Sendo assim, é possível relacionar com a obra “O cidadão de papel” do jornalista Gilberto Dimenstein, na qual diz que os direitos constitucionais existem somente na teoria.
Ademais, a falta de conhecimento sobre o assunto e, consequentemente, sua negligência, pode fazer com que o quadro de saúde daquele que sofre algum transtorno psicológico piore gravemente. Além de que, o preconceito em relação a isso pode influenciar na busca de uma ajuda adequada, já que, muitas vezes, essa situação não é vista como importante, sendo caracterizada como “frescura”.
Portanto, é notável que esse tema deve ser discutido, sendo essencial sua repercussão nos meios de comunicação. Assim, é dever do Estado e do Ministério da saúde promover, por meio de campanhas publicitárias e digitais, a seriedade das doenças mentais, afim de acabar com os estigmas existentes em relação a esse assunto. Além disso, nota-se a necessidade de dirigirem recursos financeiros para essa área da saúde, para que pessoas de baixa renda, tenham maior acesso à clínicas qualificadas e garantam seus direitos assegurados por lei.