ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 23/08/2021
Na Idade Média, as pessoas que sofriam de alguma doença mental eram classificadas como pessoas possuídas pelo demônio e, por isso, eram submetidas a tratamentos desumanos, como espancamento, e principalmente eram excluídos de viverem em sociedade. Nesse contexto, o que se observa na sociedade brasileira não é distante da realidade na Idade Média, uma vez que ainda existem estigmas associados ás doenças mentais. Nesse âmbito, é lícito destacar que o desamparo por parte do governo e a falta da formação educacional social são os principais causadores desse preconceito.
Em primeira análise, cabe destacar que o governo falha em garantir políticas públicas de proteção aos cidadãos que sofem de infermos mentais. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o estado é obrigado a garantir o bem-estar da população, e isso não acontece no Brasil. Prova disso, é a escasez, quase completa de políticas públicas para proteger essa parcela da população, o que viola o direito constitucional a segurança. Diante do exposto, o estado contribuí para a manutenção do estigma, uma vez que o mesmo, não só negligência o assunto, como também não garante que uma parcela da população esteja disfrutando do seu bem-estar, como idealizado por Hobbes. Logo, infere-se que é necessario a reformulação dessa estatal.
Outrossim, a ausência de uma educação voltada para o desenvolvimento das habilidades sociais e humanitárias nas escolas é um impulsionador do problema. Segundo o educador brasileiro Paulo Freire, as escolas não devem focar somente no desenvolvimento técnico-científico dos estudantes, mas também no socioemocional. Sob tal ótica, é nítido que as instituições brasileiras não visam a formação do aluno como proposto por Freire, visto que o sistema educacional que perdura é conteudista e não contriubui no combate ao estigma. Assim sendo, é urgente que o sistema educacional vigente seja revisto.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, o Ministério da Saúde em parceria com o MEC e os estados, por intermédio da criação de uma comissão especial, promovam a inclusão da educação social, como matéria escolar, a fim de incentivar o desenvolvimento das habilidades socioemocionais dos estudantes, contribuíndo para o aperfeiçoamento da sociedade como um todo. Somente assim, a sociedade brasileira irá superar a Idade Média.