ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 15/08/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6°, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o estigma às doenças mentais na sociedade brasileira, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ansência de medidas governamentais para combater o aumento das doenças mentais no Brasil. Nesse sentido, tal problema permeia a sociedade e acaba gerando diversas complicações à população brasileira. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do " contrato social “, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que, infelizmente, é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o crescimento da sociedade como impulsionador das doenças mentais no país. Segundo jornal G1, a taxa de doenças mentais cresceu cerca de 87,2% em relação aos últmos anos. Diante de tal exposto, é notório que esse problema estabeleceu muitas sequelas à sociedade, tais como a depressão, ansiedade e danos irreversíveis à integridade física e mental. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde, por intermédio de uma campanha desenvolva um programa social para ajudar com a saúde mental, psicólogos e psiquiatras para a sociedade. Assim, se consolidará uma sociedade mais saúdavel e sociável, onde o Estado desempenha corretamente seu " contrato social " , tal como afirma John Locke.