ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 24/08/2021

Na série da Netflix, “13 Reasons Why”, Hanna, uma das personagens principais, acaba cometendo suicídio após ter desencadeado depressão por conta do bullying e o estupro sofrido. Ao longo da trama, nota-se que a falta de assistência diante de sua situação, em parte por conta das pessoas ao seu redor, foi o ponto inicial para sua decisão. Além disso, num âmbito geral, e também trazido como pauta no enredo, ainda que as redes sociais colaborem com o estigma associado às doenças mentais de uma forma negativa, hodiernamente, elas vêm permitindo que conhecimentos acerca da saúde do corpo e da mente sejam compartilhados e ajudem na busca por tratamentos para cada quadro.

Primeiramente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a depressão é a doença mais incapacitante do mundo, visto que 1 a cada 20 pessoas apresenta o quadro em qualquer fase da vida. Analogamente, a ausência de suporte e instrução nos estágios iniciais da problemática pode colaborar com os elevados índices de mortes atuais. Pois, mesmo que o indivíduo apresente os sintomas, a sociedade ainda não sabe identificar quando uma doença mental surge e, em muitos casos, minimizam a situação, negligenciando os devidos cuidados por profissionais de bem-estar mental.

Outrossim, no período da Grécia Antiga, os espartanos buscavam criar uma sociedade perfeita física e psicologicamente desde o nascimento dos bebês, enraizando assim, um estigma entre os povos ao longo da história. Entretanto, com a expansão das mídias sociais no séc.XXI, a interação entre as diversas populações vem ganhando força. Como exemplo, a plataforma Tiktok, atualmente, corrobora com a disseminação de informações de maneira breve e eficaz. Ou seja, além de proporcionar lazer, profissionais de todas as áreas, inclusive da saúde, dividem um pouco dos seus conhecimentos para prevenir e guiar os usuários e seguidores sobre doenças, disturbios e afins, com finalidade de impulsionar a busca por orientações especializadas.

Conclui-se, portanto, que medidas são necessárias para sanar o imbróglio. Faz-se imperativo, que o Ministério da Saúde, junto às instituições de ensino, promovam para a comunidade e aos estudantes, palestras informativas, com o auxílio de pesquisas e especialistas nas áreas da psicologia e psiquiatria acerca da depressão. Dessa forma, a análise comportamental diante de sintomas plausíveis a uma atenção dobrada serão devidamente observados, com intuito de reverter o quadro no qual o individuo se encontra, seja no âmbito familiar ou escolar. Por fim, profissionais psíquicos que já participam do engajamento sobre os temas ligados aos seus respectivos ramos, procurem influenciar positivamente outros colegas na publicação de orientações relevantes. Dito isso, espera-se que os índices atuais sejam reduzidos e o preconceito enraigado na busca por assistência seja superado.