ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 24/08/2021

A frase de René Descartes onde ele disserta que não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis pode ser atribuída de forma vasta a problemática não atual que nossa sociedade vive. Apesar de hoje existirem diversas fontes de conhecimentos e meios para se obstruir informações, a população continua escassa quanto em relação a pessoas portadoras de problemas psíquicos e psicológicos. Ademais, perpetuante a negligência estatal e a indolência social presentes, cabe ao Estado providenciar meios de apoios e medidas humanitárias que ressignifiquem a inclusiva para estes que são excluídos da sociedade pelo âmbito do estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, é importante prismar que a negligência estatal é um dos obstruintes quanto o que range à saúde mental no Brasil. Por escassez de projetos, campanhas informativas e melhorias humanitárias, o Governo assim permite que a sociedade enrijeça suas crenças desumanas frente a pessoas que necessitam de ajuda e apoio social. Nessa perspectiva, a escassez liquidada por esta obstrução impede a inclusão das pessoas portadoras de problemas mentais, uma vez que exclusas por estes, o caminho para que sejam ressignificadas é desafiador.

Em segunda análise, a indolência social prevalece fortemente posterior a indiligência frenética existente em nosso país. As pessoas preferem fechar os olhos quanto aos acontecimentos que lhe são vistos, a maior parte delas compreende o que são problemas mentais, entretanto, elas preferem se obstruir quanto a isso. Dessa forma, é evidente que o preconceito e estranhamento construído por elas, eleva a perpetuação deste estigma. Depreende-se, portanto, que isto causa as pessoas que sofrem de tais transtornos uma forte dor emocional e qualidade de vida baixa.

Contudo, cabe ao Estado por meio de leis e investimentos, estabelecer normas e recursos que erradiquem o estigma associado às doenças mentais no Brasil. Destarte, ele pode criar campanhas, melhorias humanitárias e projetos escolares obtidos por meio de palestras e debates entre alunos, médicos e pacientes, para dialogarem sobre o preconceito enfrentado no cotidiano, uma vez que depoimentos pessoais sensibilizam os ouvintes presentes. Tal ação tem como propósito garantir uma vida mais igualitária e justa para aqueles que lutam dia após dia contra as dores causadas por suas doenças mentais. Por fim, é de extrema urgência que a humanidade se torne mais humana, para que assim, a frase de Descartes não possa mais ser atribuída a esta situação em específico vivida por nosso país.