ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 08/03/2022

Segundo o art. 5° da Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei, sem destinção de qualquer natureza. Todavia, os cidadãos com problemas psíquicos não desfrutam dessa igualdade. Por conseguinte, faz-se necessário uma intervenção maior do Estado para que esse cenário não continue a perdurar.

A princípio, vale destacar que muitos indivíduos com doenças mentais não recebem a devida atenção. Outrossim, são muitas vezes ridicularizados por seu estado psicológico. Logo, esses comportamentos reforçam uma sociedade discriminatória e preconceituosa.

Segundo a filosófa Simone de Beauvior, o mais escandaloso dos escândolos é que nos habituamos a eles. Dessa forma, a fala de Simone, fortalece a imagem construída pela população de que é comum tratar essas pessoas como invisíveis e incapazes. Ademais, é necessário quebrar esse costume estruturado na sociedade, de que essas pessoas não podem fazer parte do corpo social.

Além disso, esses seres humanos recebem a fama de problemáticos, ou de pessoas impossíveis de se conviver em sociedade e ainda que estão apenas em busca de atenção ao sofrerem com seus transtornos psiquiátricos. Assim, foi demonstrado no filme do Coringa, uma pessoa que sofria com seus traumas e não recebia a devida atenção, recebendo apenas desprezo e gracejos por parte de todos ao seu redor, sendo totalmente abandonado pelo Estado.

Portanto, considerando os aspectos mensionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Por isso, é importante o Ministério da Saúde em parceria com psicológos selecionados promoverem campanhas em escolas, propagandas em rádio, TV e mídias sociais, e providenciarem palestras em posto de saúde e de forma on-line, a fim de impulsionarem a importância do tratamento e cuidado para com essas pessoas. Só então, a sociedade de tornará inclusiva e não mais será cúmplice desse descaso enraizado como cita a filósofa Simone.