ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 01/09/2021
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) o Brasil está na primeira posição em prevalência de ansiedade, com mais de 18 milhões de pessoas sofrendo do problema. Em contrapartida ao crescimento nos casos de transtornos psiquiátricos, é notório o preconceito com quem sofre de algum tipo de doença mental. Nesse contexto, torna-se evidente o preconceito com as doenças mentais, bem como a falta de conhecimento sobre o assunto.
A princípio, o preconceito caracteriza-se como complexo dificultador. Pode-se observar tal preconceito com episódios do reality show BBB 21. No programa, participantes rotulam como loucos, insanos ou desequilibrados outros participantes. Aqui a hostilidade e a intolerância são resultado da generalização apressada do senso comum. A vergonha do diagnóstico, a recusa por tratamento medicamentoso e a aversão a psiquiatras também estão incluídas nesse tipo de discriminação, o que acaba afetando a vida pessoal do indivíduo que nunca conseguirá um tratamento adequado.
Em consequência disso, surge a questão da falta de conhecimento, que intensifica a gravidade do problema. “É mundial. Ao longo da história, devido à falta de informação, os pacientes com doenças mentais eram vistos como loucos, pessoas sem juízo, que ofereciam risco e, por isso, deveriam ser excluídas da convivência social e do mundo do trabalho. E até os profissionais eram taxados como médicos para doidos." É o que diz o psiquiatra Guilherme Rolim, segundo ele, os pacientes com algum transtorno mental podem, até mesmo, “se fecharem” para a ajuda de pessoas próximas, por medo de não serem compreendidas e até mesmo de serem discriminadas.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para esse fim, é necessário que o governo e o Ministério da Saúde, juntos, realizem a criação de oficinas educativas, a serem desenvolvidas nos colégios estaduais. Também é importante, o desenvolvimento de palestras em escolas e espaços públicos e distribuição de cartilhas ao final, com o objetivo de trazer mais atenção sobre o tema e erradicar o mesmo. E ainda, a própria família do paciente, veja sanidade e lucidez, nas atitudes que poderão ser essenciais no tratamento e melhora dos sintomas, evoluindo assim, para cura e retorno saudável a vida social. Por fim é preciso que a comunidade brasileira olhe para a problemática com mais empatia, pois, como descreveu o poeta Leminski: “Em mim eu vejo o outro”. Precisamos ter amor ao próxmo, pois isso, facilita uma coesão de valores singulares à vida! Crie e recrie o pensar sem discriminar o outro. Isso vale para tudo!