ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 01/10/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo sexto o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira. À vista disso, faz-se um inadiável debate sobre as principais causas desse revés: o padrão de felicidade na sociedade e a estagnação social.
Segundo o pesquisador Michel Alcoforado, o principal problema da tirania da positividade na sociedade é que obriga todo mundo a ser feliz, independente das circunstâncias do dia a dia. Nesse sentido, há falha tentativa de se encaixar nesse padrão cria a distância dos sentimentos verdadeiros, e quem os demonstra é rotulado, o que acarreta em uma dificuldade em relação a interação social.
Observa-se no filme Coringa de 2019, o retrato da vida do personagem Arthur Fleck, um homem que, em virtude de sua doença mental é esquecido e estigmado pela sociedade, acarretando, inclusive, piora no seu quadro clínico. Diante de tal exposto, é fundamental apontar a estagnação social como impulsionador de tal preconceito no Brasil. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. A falta de informação reforça a ignorância e o aumento do estigma. Assim sendo, é impressidível que as instituições educacionais em parceria com as famílias democratize as informações sobre às doenças mentais e suas características por meio da propagação em escolas ou em casa, afim de fazer com que as pessoas obtenham conhecimento sobre o assunto e além disso, faça com que a demonstração de seus sentimentos reais deixe de ser rotulado pela sociedade. Espera-se, com essa medida, que o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira seja freada.