ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 19/10/2021

Mário Quintana tece um feroz anseio aos intangíveis caminhos de pedra que preconizam uma sociedade harmônica em “Das Utopias”. É possível observar a perspectiva utópica na visão social acerca dos transtornos mentais, uma vez que essa apresenta barreiras para que a cidadania seja gozada de maneira plena, tornando-se uma quimera. Nesse contexto, percebe-se uma configuração de um problema complexo, que se enraíza na carência informacional e na descriminação configurada a partir da desconstrução coletiva

É importante ressaltar, em primeiro plano, de que forma o estigma associado às doenças mentais permite a exclusão dos . Isso ocorre em grande parte, devido ao baixo senso crítico da população, fruto de uma educação tecnicista, na qual não há estímulo ao questionamento. Sob esse âmbito, o corpo social retrogrado e impositor de padrões usufrui dessa vulnerabilidade e, mediante imposição de normas de condutas, limitando, assim, o modo de pensar dos cidadãos. Em meio a isso, uma analogia com a educação libertadora proposta por Paulo Freire mostra-se possível, uma vez que o pedagogo defendia um ensino capaz de estimular a reflexão e, dessa forma, libertar o indivíduo da situação à qual encontra-se sujeitado - nesse caso, o estereótipo.

Além disso, uma comunidade que restringe a voz e por consequência a identidade do seu povo, por meio de transferência tóxico nos mais variados ambientes, representa um retrocesso para a coletividade que preza por igualdade. Nesse sentido, na teoria da percepção do estado da sociedade, de Durkheim, sociólogo francês, abrangem-se duas divisões: “normal e patológico”. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que um ambiente patológico, em crise, rompe com o seu desenvolvimento, visto que um sistema desigual não favorece o progresso coletivo. Dessa forma, com os tratos contemporâneos que requisitam cada vez mais e maximizam o problema do outro - que não leva em consideração a saúde mental -, a democratização torna-se inviável.

Portanto, faz-se necessário uma intervenção. Para a conscientização da população brasileira a respeito desse estorvo, exortar que o Ministério da Saúde, por intermédio de verbas governamentais, ofereça adjutório ao Ministério da Educação, debates e seminários escolares, voltados à inclusão de problematizações e a criação de reformulações de conscientes, alusivo a proteção e sobre-eminência de pessoas mentalmente saudáveis ​​- a fim de ampliar nos jovens interesses por opiniões diferentes.