ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 25/10/2021
A sociedade contemporânea sofre por diversos problemas e um deles está relacionado com a inclusão social de diferentes grupos de minorias. Um desses grupos é de pessoas com doenças mentais e, por conta disso, são estigmatizadas, ou seja, são marcadas como um grupo incapaz de exercer papeis básicos, independente da gravidade da doença, assim como são vistos como pessoas rétrogradas ao avanço da sociedade, justamente por suas necessidades e tratamentos. Assim, a população que apresenta uma doença mental não é tratada em posição de igualdade para os demais na sociedade brasileira.
Como dito anteriormente, a comunidade que apresenta algum tipo de doença mental sofre preconceito no Brasil, por conta de sua psicopatologia. Muitas vezes, essas pessoas não são incluídas socialmente, até mesmo em relação a contratação em empresas, justamente por conta de sua adaptação em um ritmo mais desacelerado e necessidade constante de atendimentos de médicos, a fim de melhorar a saúde, o que coloca um certo ‘‘prejuízo’’ na contratação para a empresa. Então, foi precisa a criação de uma lei para que essa porção social conseguisse arranjar um emprego, de acordo com a Lei N°10.216, que garante acesso a proteção e direito, como qualquer outro cidadão brasileiro, para pessoas portadoras de transtornos/doenças mentais, assim como redireciona um modelo assistencial para essas pessoas.
Nesse sentido, outro fator que contribui para a estigmatização desse grupo social é o fato de algumas dessas pessoas apresentarem fisicamente sintomas de suas doenças, o que as colocam em um posição de discriminação social, sendo relacionada características negativas a esses indivíduos e imposto uma posição de inferior aos demais habitantes do país. Dessa forma, como visto no filme ‘‘Atypical’’, cujo protagonista é um adolescente com autismo, o bullying é muito representado como um ‘‘companheiro’’ constante na vida dessas pessoas que sofrem de distúrbios psicológicos, por serem caracterizadas como seres inferiores e peças que precisam ser removidas do tabuleiro para o avanço de uma sociedade ‘‘perfeita e sem problemas’’, de acordo com a visão capacitista do Brasil.
Em suma, a estigmatização vem por conta do preconceito e da visão distorcida que a sociedade tem acerca desse grupo social, além de prejudicar na inclusão social dessas pessoas. Logo, é importante que o Ministério da Saúde e o da Educação promovam campanhas para conscientização da população, a fim de tratar sobre esse assunto e retratar a importância do tratamento igualitário e da empatia, com uma proposta de mudar a visão social sobre essas pessoas. A medida tomada deve ser divulgada em folhetos, na Internet e televisão e em jornais e revistas, para atingir uma maior massa social.