ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 26/10/2021

As doenças mentais no Brasil vêm se tornando cada vez mais recorrentes, visto que não existe o diálogo e conscientização sobre a importância da ajuda e procura psicológica. Contudo, nas redes sociais têm se tornado mais comuns relatos de pessoas que sofrem com as diversas doenças mentais, como por exemplo a ex-participante do reality show “A Fazenda”, que sofre de Síndrome de Borderline e foi abusada mentalmente durante a estadia do programa, que gerou o debate sobre o assunto nas redes.

De acordo com o filósofo e sociólogo polonês, Zygmund Balmam, “Não são as crises que mudam o mundo, e sim a reação a elas”. Logo, pode-se analisar o modo em que é tratado a saúde mental no país; ainda existe um comportamento preconceituoso e danoso por parte da população. Mesmo que o debate nas redes sociais traga uma maior visibilidade para a questão, elas não necessariamente oferecem um conteúdo confiável e especializado sobre o tema, o que favorece a desinformação. Dessa forma, é preocupante a falta de medidas governamentais que integrem profissionais da saúde e educação na produção de conteúdo confiável no combate a tais estigmas.

Vale também ressaltar um ponto positivo da pandemia do Covid-19, que teve um crescente debate sobre as doenças mentais. Por exemplo, nas redes sociais observa-se diversos conteúdos sobre como manter a saúde física e mental durante o isolamento social. Tais ações apontam para o fato de que o estigma das doenças mentais vêm sendo combatido pela população, movimento muito importante em um país que, segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 11,5 milhões de pessoas sofrem com depressão. Com o debate e informação, mais pessoas são encorajadas a compartilhar sua história e reconhecer seus sofrimentos e, assim, procurar ajuda médica.

Portanto, é dever do Ministério da Saúde, junto de seus estados e municípios, crie, com o auxílio de profissionais da saúde e educação, uma campanha sobre as doenças mentais que existem no Brasil, a fim de conscientizar a população acerca dessa problemática e em quais situações a procura médica é necessária. Por meio de propagandas feitas nas redes sociais, a população teria acesso a informações confiáveis e especializadas, combatendo o preconceito e ao mesmo tempo, oferecendo ajuda silenciosa para a população que a necessita.