ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 26/10/2021

A frase mencionada pelo célebre físico alemão Albert Einstein, retrata a barreira imposta pelo corpo social à sociedade. “É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”. De maneira análoga, hodiernamente, a frase expressa pelo físico vai de encontro com a realidade brasileira, uma vez que o estigma associado às doenças mentais faz-se presente no país. Nesse contexto fatores como o preconceito social e a negligência estatal agravam a situação.

Diante disso, é crucial pontuar o preconceito como impulsionadora do imbróglio. Nesse sentido, de acordo o sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos em tempos líquidos, ou seja, uma época de artificialidade nas relações humanas que é caracterizado pelo individualismo. Sob tal ótica, fica clara a falta de empatia da nação sobre a população com doenças mentais, tendo em vista o comportamento social ao agir de maneira preconceituosa, com julgamentos e com a falta de apoio .

Além disso, é impetrativo ressaltar que o estigma associado às doenças mentais deriva da baixa atuação dos setores estatais. Consoante ao artigo 6º da Constituição federal de 1988- lei de maior hierarquia jurídica do país- garante que toda a população tem o direito à saúde e que é dever do Estado a garantia desse direito. No entanto, é fato que isso não ocorre no Brasil, visto que a falta de atuação da entidade estatal, no que concerne á criação de mecanismos que auxiliem na desconstrução do estigma associado às doenças mentais, por exemplo a criação de campanhas que normalizem o tratamento psicológico, é alarmante.

Portanto, medidas são necessárias para combater o estigma associado às doenças mentais no cenário brasileiro. Por isso o Estado, no papel do Ministério da Saúde, responsável pela política Nacional de saúde do Brasil,  deve investir na contratação de profissionais da saúde, como psicólogos, para atuarem nos postos de saúde e escolas, facilitando e incentivando a busca por tratamentos das doenças mentais. Ademais, o Ministério da Educação deve criar campanhas, principalmente nas escolas e universidades, de repúdio ao preconceito e normalização de acompanhamentos psiquiátricos. Destarte não haverá mais estigma associado às doenças mentais e o Brasil conseguirá desintegrar o preconceito.