ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 27/10/2021

Embora a Constituição Federal de 1988 garanta o acesso à saúde para todos os cidadãos, entretanto, na atual realidade brasileira, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que se diz respeito ao estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira. Isso acontece devido à falta de divulgação governamental sobre a necessidade de uma boa saúde mental e, também, a existência de uma cultura de relativização das doenças mentais.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que as esferas governamentais se fazem ignorantes no quesito da divulgação sobre a necessidade de uma boa saúde mental. Nessa perspectiva, a falta de discussões nas escolas, projeto de conscientização e debates no âmbito político mostram o abismo de informação sobre o assunto, negando o acesso à saúde teoricamente garantido. Nessa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, uma vez que o estado não cumpre seu papel de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis.

Em segundo lugar, uma vez que houve o menosprezo político, é fundamental apontar a existência de uma cultura de relativização das doenças mentais. Diante de tal exposto, com o advento de uma sociedade contemporânea em que o seu trabalho representa o seu valor, enraizar um estigma a tudo aquilo que prejudique o seu trabalho é inevitável.

Fica exposto, portanto, a necessidade do governo, juntamente ao Ministério da Educação e a partir das leis, campanhas e projetos - como campanhas de conscientização da população e seminários escolares- informar a população sobre o assunto. A fim de amenizar o estigma associado às doenças mentais. Assim, se consolidará uma sociedade onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.