ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 08/11/2021
Na obra “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do escritor pré-modernista Lima Barreto, retrata que o personagem Policarpo foi tido como doente mental por querer a oficiliazação da língua Tupi no Brasil, levando-o sofrer preconceito e exclusão social. Fora da ficção, na realidade brasileira, existem muitos estigmas associados às doenças mentais, causando um grave problema. Nesse sentindo, a falta de conhecimento das pessoas sobre o tema, acarreta intensa discriminação contra os doentes mentais. Dessa forma, é importante que o impasse seja reduzido.
Primeiramente, é importante ressaltar que a ausência de conhecimento leva as pessoas a praticarem ações de discriminação, indo de encontro com o que prega a alteridade. Sob essa visão, muitos indivíduos são condicionados a agirem de forma violenta - seja ela física, verbal ou moral - contra aqueles considerados diferentes por elas, como os que possuem algum tipo de doença mental. Nessa perspectiva, a escritora Hanna Arendt, em sua obra “Banalidade do Mal”, afirmou que atitudes preconceituosas são normalizadas após se repetirem várias vezes na sociedade. Desse modo, no panorâma relacionado aos estigmas das doenças mentais, as atitudes discriminatórias são vistas como algo comum, agravando o problema.
Segundamente, devido a falta de informações, muitas pessoas realizam preconceito e até mesmo isolam os portadores de transtornos psíquicos, assemelhando-se à obra de Lima Barreto supracitada. Por conta dos estigmas, as pessoas doentes evitam procurar ajuda e tratamento, para evitar que sofram ainda mais. Dessa maneira, o Brasil apresenta mais de 11 milhões de pessoas com depressão, sendo um dos países mais depressivos no mundo - de acordo com a Organização Mundial de Saúde -. Assim, é evidente a gravidade da situação com os doentes mentais e o preconceito sofrido por eles.
Depreende-se, portanto, medidas que visem mitigar o estigma associado as doenças mentais no Brasil. Em primeira análise, o Ministério da Saúde, mediante paceria com o Ministério de Comunicações, deve criar campanhas publicitárias sobre a importância de respeitar os portadores de doençass mentais - com o uso de redes socias, para ser mais abrangente -, a fim de que as pessoas deixem de discriminar os possuidores de transtornos psíquicos e possam agir respeitando a alteridade do outro. Logo, além de minimizar o impasse, evitará a reprodução na realidade de personagens como Policarpo Quaresma.