ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 11/11/2021
Na série “thirteen Reasons why”, a estudante Hanna Baker aos poucos entra em um estado de depressão, não cogitando falar com os pais ou com os amigos com medo de não ser compreendida. A jovem busca ajuda do conselheiro da escola, este porém não deu atenção e o apoio necessário a ela, resultando assim no triste suicídio da adolescente. Fora da ficção, a falta de atenção e de informação aliada ao preconceito é uma realidade no Brasil. Dessa forma, se torna imprescindível a discussão acerca desse problema.
De primeiro modo, é necessário entender o problema e o seu impacto. Segundo a ciência, há diferença entre tristeza e depressão, desse modo, a falta de informação se alia ao preconceito se tornando difícil-principalmente entre os jovens, que são o maior alvo-, que estes não só saibam avaliar mais também pedir. Por conseguinte, a informação é ainda mais escassa em relação aos adultos e idosos por não terem muito contato com o assunto, no entanto, doenças mentais são uma realidade de todo o grupo social, e as principais delas são ansiedade e depressão que levam brasileiros ao suicídio.
De segundo modo, o Art6 da constituição de 1988, que rege o Brasil, garante que todo temos direito à saúde, porém além de não haver a conscientização necessária, também não há centros de apoio o suficiente para ajudar as pessoas com problemas mentais. Dessa forma, como dito antes, além de ser uma barreira a autoanalise por falta do conhecimento, quando há este, não existem centros para ajudar, nem na escola nem fora dela. Assim, mais pessoas sofrem em silêncio, e o índice de mortes só cresce. Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Desse modo, urge que o Estado promova campanhas de conscientização entre os jovens, por meio de palestras na escola, faculdade e ambiente de trabalho, ademais, fornecer centros de apoio fixos, e para os mais idosos , o domiciliar. Somente assim, será normalizado, entendido e tratado acerca de doenças mentais, evitando casos como o de Hanna Baker.