ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 12/11/2021
É indubitável que a Constituição Federal Brasileira visa garantir vida plena a todos os cidadãos brasileiros. Entretanto a legislação de 1988 mostra-se insuficiente no que tange o estigma associado a saúde mental destes indivíduos. Visto que a banalização e o silenciamento são impasses para a redução deste problema.
Em primeira instãncia analisa-se a banalização da importãncia da saúde mental no meio coletivo. Segundo Zygmunt Bauman, a sociedade atual é pautada no individualismo e no imediatismo, gerando despreocupação com o próximo. Esse pensamento vem de encontro com as consequências geradas pelas doenças psicológicas, como o suicídio, que poderiam ser evitadas caso a população concedesse o amparo necessário.
Paralelamente ao estigma da desimportância adotado por brasileiros, a falta de debate também auxilia no agravamento das consequências. Nesse sentido, Foucault afirma que diversos debates sejam silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Dessa forma, tópicos sobre saúde mental são raramente discutidos em âmbitos sociais e, principalmente, econômicos o que leva à desinformação e à não exigência de soluções.
Mediante o exposto, o Ministério da Saúde deve promover debates em escolas, faculdades e locais de trabalho a fim de salientar a importância de como identificar as vítimas. Além disso, a indústria cinematográfica pode desenvolver filmes que retratem a verdadeira realidade dos indivíduos que possuem doenças mentais, visando combater o estigma associado á elas. Dessa maneira, a nação brasileira teria consciência da gravidade da banalização e do silenciamento da saúde mental e a Constituição Federal Brasileira se tornaria suficiente neste quesito.