ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 19/11/2021

Na Grécia antiga, “estigma” era uma palavra utilizada para se referir àqueles que não deveriam viver em sociedade, o que separava o corpo social em marcados - ladrões, escravos, etc - e cidadãos de bem. Atualmente, no Brasil, pode-se dizer que os marcados são aqueles que realizam algum tipo de tratamento com a finalidade de cuidar da saúde mental. Nesse contexto, é pertinente analisar as motivações e a importância de combater a problemática.

A princípio, cabe ressaltar o preconceito enraizado na sociedade brasileira. De certo, ao voltar algumas décadas no passado, tem-se a presença dos manicômios, lugar inadequado para o tratamento de doenças mentais, que resultava na visão de pacientes “loucos” e desabilitados. Sendo assim, é possível entender de onde surgiu esse estigma, reforçados por filmes e séries de época, e, a partir disso, discutir medidas para erradicar a ignorância.

Ademais, a negligência estatal é outro fator para a persistência do problema. O Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde, tem a lamentável marca de 11,5 milhões de brasileiros com depressão, o que exemplifica bem a falta de providência do Estado para solucionar a questão. Dado o exposto, é urgente que o acompanhamento psicológico esteja disponível para todo o povo do país.

Em suma, medidas são necessárias para o combate do estigma relacionado às doenças mentais na sociedade brasileira. Para isso, é mister que o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, promova propagandas conscientizadoras por intermédio de palestras e propagandas de TV com o intuito de alertar a população sobre a importância da amnutenção da saúde mental. Somente assim, se consolidará um país mais saudável, em que não existe a separação dos “marcados”.