ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 20/11/2021

Conhecida como “Cidadã” por ser concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar o direito de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que o estigma em relação às doenças mentais se configura como uma falha no princípio de isonomia. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da base educacional lacunar e do desserviço estatal.

Nesse cenário, é importante ressaltar que o estigma associado às doenças psíquicas permanece em razão da base educacional lacunar. Paralelo a isso, segundo Aristóteles, a educação é a direção essencial para a formação da vida pública, à medida que contribui para o bem — estar da sociedade. Nesse viés, se há problema social, a sua base é a precariedade na educação. No que tange o preconceito relacionado às doenças mentais, entende-se a influência dessa causa, uma vez que o educandário não atua em função de retroceder o problema, pois não oferece às classes escolares materiais que ajam na resposta da questão. Dessa forma, enquanto o ambiente escolar não preparar devidamente os seus discentes, o entrave do desrespeito com relação às doenças psicológicas perdurará sobre o país.

Outrossim, sob essa ótica, constata-se desserviço estatal como um dos complicadores. Nesse contexto, segundo o filósofo iluminista Rousseau, cabe ao Estado viabilizar ações que garantem o contentamento coletivo. Todavia, verifica-se, no Brasil, que a visão preconceituosa relacionada às doenças mentais rompe com as defesas do filósofo, dado que o Poder Judiciário tem função de fiscalizar o cumprimento de leis, além de analisar se seguem os princípios constitucionais. Entretanto, o descaso associado às doenças mentais proporciona prejuízos como a falta de tratamentos de qualidades o que intensifica casos de dificuldade para interações sociais, transtorno de ansiedade generalizada ou até depressão, dessa maneira, não influencia para o conforto social. Desse modo, o desserviço estatal tem interferência direta na manutenção do problema.

Portanto, para que a adversidade seja minimizada, é necessária a intervenção das autoridades competentes. Sendo assim, é indispensável que o Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas nacionais educativas, deve introduzir novos métodos eficazes de ensino, por intermédio de cursos para professores sobre como abordar conflitos sociais em sala de aula. Tais cursos devem ser digitais e gratuitos, como também ensinar diferentes ferramentas e métodos. Nesse sentido, o intuito da proposta é conseguir diferentes soluções em conjunto com os alunos. Somente assim, esse problema obterá caminhos mais próximos para a solução.