ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 12/02/2022
Edvard Munch, em sua obra o Grito, ressaltou as angústias vividas pela personagem com transtornos mentais. Correlacionando-se a obra à sociedade contemporânea, acrescenta-se a essas angústias o preconceito aos portadores de tais patologias. Logo, é indicutível que os prejulgamentos com aqueles portadores de tormentos mentais fazem com que eles sejam excluídos do convívio em sociedade, bem como não tenham o direito ao trabalho assegurado.
É importante mencionar, a princípio, que doenças mentais ,como depressão e esquisofrenia, são vistas pela sociedade como sinônimo de loucura. Desse modo, os portadores de tais moléstias são julgados e considerados indignos de viver em sociedade, já que há a falsa crença de eles são loucos e reprensentam perigos para outras pessoas. Em função disso, muitos, principalmente quando desamparados pelas famílias, são colocados em sanatórios, antigos hospícios, onde vivem uma situação de degradação humana. Tal fato foi narrado na obra “Holacausto Brasileiro” por meio das situações desumanas a que as pessoas com doenças mentais eram submetidas. Percebe-se, então, que o ato preconceituoso apenas corrobora para exclusão dos atormentados mentalmente subjungando-os, cada vez, a uma vida solitária.
É válido ressaltar ainda que os indivíduos mentalmente perturbados não conseguem exercer o direito de adentrar no mercado de trabalho, pois, segundo, aqueles que se dizem sanos, esses doentes não possuem habilidades laborais como os trabalhadores normais. Entretanto, isso não se ratifica na sociedade brasileira, já que é comum ver portadores de patologias mentais desenvolvendo atividade dentro de empresas, restaurantes e até mesmo supermercados. Assim, percebe-se que o demérito a essas pessoas ainda “sobrevive” na sociedade por causa de ideias retrogadas que foram transmitidas de geração em geração.
Para que essa situação seja transformada, portanto, é necessário que o assunto doenças mentais seja abordado na sociedade. Em primeira instância, a escola, instituição auxiliar na formação do indivíduo, deveria abordar o assunto nas aulas de ciências e biologia, por meio de debates ou simpósios , desmitificando , com as crianças e jovens, o preconceito com as pessoas portadoras de doenças mentais. Além disso, a mídia brasileira, como TV aberta, facebook, dentre outros, deveriam trazer o assunto à tona com fito de que todos soubessem da importncia do trabalho para a recuperação das pessoas com tormentos mentais.