ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 10/03/2022

Apesar da idealização de que todas as pessoas que possuem uma doença mental tem um comportamento violento, isso não é verdade. Pode vir a acontecer em determinados casos, como na produção do filme “Coringa”, onde o personagem principal sofre de transtornos psicologicos e é tachado de louco, porém sua condição mental é aceita pela sociedade porque ele possui um comportamento maníaco e violento que ressalta o estigma associado a sua condição mental.

Em primeiro lugar podemos dizer que doenças e transtornos mentais não são uma condição exclusivamente desenvolvida ao longo da gestação, em muitos casos pode-se desenvolver ao longo da vida. Apesar de ser muito falado hoje em dia a depressão, insônia e ansiedade são exemplos de transtornos que ainda são ignorados pela sociedade, que com a sua busca pela perfeição não valoriza aquilo que foge do seu ideal, caracterizando muitos dos sintomas como algo fútil ou uma besteira e só reconhece o erro quando já não existe uma maneira de voltar atrás.

Em segundo lugar a padronização da personalidade dos indivíduos que portam doenças mentais é superestimada. Por exemplo nas famosas obras do autor americano Rick Jordan, onde ele descreve personagens jovens de descendência grega que possuem transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), que apesar de não se sentirem aceitos pela sociedade, encontram uns nos outros uma certa identificação. Caso esse que é muito frequente no Brasil, onde pessoas que possuem alguma doença ou transtorno mental são excluídas e maltratadas.

No Brasil existem poucas informações de qualidade sobre a vida de um indivíduo que porta uma doença mental, e com isso é criado um estigma associado a eles. Portanto deve haver invenstimentos em campanhas publicitárias criadas pelo Governo Federal e o Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP), sobre a importância do cuidado e a ressignificação das características dos portadores e das doenças mentais, já que a porcentagem de brasileiros com algum tipo de transtorno continua crescendo.