ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 14/03/2022

Segundo o sociólogo alemão Georg Simmel, “A metrópole e a vida mental”, assim, a obra fala que os seres humanos agem com indiferenças em meio ás situações que eles deveriam dar atenção. Diante do exposto, é o que ocorre com as pessoas que sofrem com os problemas psicológicos. Dessa forma, boa parte da população ainda não compreende a importância dessa realidade, logo, faz-se necessário uma abordagem mais enfática sobre o tema.

A princípio, vale destacar que os transtornos mentais, muitas vezes, são julgados e discriminados pela coletividade, de modo que os indivíduos que sofrem com essa problemática encontram dificuldades não só na aceitação, mas também lidam com muito preconceito. Exemplificando, de acordo com a Revista Médica de Minas Gerais, 47% da população não gosta de trabalhar próximos a esses indivíduos e 30% não gosta de socializar com eles, por conseguintes, fica evidente à intolerância que essas pessoas suportam quando tentam fazer parte do convívio social.

Além disso, a obra cinematográfica “Coringa”, é constituída de um enredo que retrata o cotidiano do personagem Arthur Heck, um doente psiquiátrico que enfrentava constantes hostilidades por parte da sociedade que o cercava. Em síntese, esse cidadão carregava fardos emocionais graves, entretanto, era sempre tratado com irrelevância. Ademais, ele sempre buscava fazer parte do corpo social, porém só recebia desprezo e exclusão. Assim o filme retrata exatamente como esses intolerantes agem nos dias atuais, não sabendo lidar com esses seres, não procurando soluções, habituando-se ao problema e reforçando o individualismo.

Portanto, levando em conta os aspectos mencionados, fica clara a necessidade de medidas para resolver o problema. Por isso, é importante que o Ministério da Saúde, em parceria com psicólogos selecionados, promova campanhas em escolas, propagandas em rádio e TV, providencie palestras em posto de saúde, por meio de divulgação em telejornais, revistas e outdoor. A fim de impulsionarem o tratamento e ajuda para esse grupo. Só então, a sociedade tornar-se-á inclusiva e não mais será negligente, como afirma Georg.