ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 20/08/2022
Leonardo da VInci, polímata do século XVI, na obra “Homem Vitruviano” afirmava que a saúde mental e física são essenciais para a manutenção da psique humana. Paralelo a isso, no Brasil, em pleno século XXI, não é estabelecido essa relação de corpo e mente, que reduziria o preconceito em torno das doenças mentais no Brasil. Sob essa perspectiva, é possível visualizar dois gargalos para a resolução do problema: a negligência do Estado quanto à situação emocional dos estudantes e a carência de comprometimento do Governo com a educação alimentar do povo.
Em primeira instância, faz-se prioridade discutir o descuido das autoridades com a saúde mental de seus alunos. Nesse sentido, o artista MC SID elucida o tema com a música “Carta Nº1”, em que um rapaz é regularmente marginalizado por colegas e professores, resultando no suicídio do menino, produto da inadimplência estatal sobre o assunto. Portanto, observa-se que caso o Estado persista a negligenciar o bem estar dos estudantes, condena-se milhares de crianças à depressão, à ansiedade e ao suicídio.
Outrossim, é relevante falar sobre a indiferença governamental diante da quase ausente educação alimentar do povo. Sob essa ótica, George Orwell escreveu o livro “1984”, em que um Governo ditatorial limita a quantidade e qualidade da comida à população, causando constante subnutrição, facilitando manipulação das massas, adoencendo a mente do protagonista, que era antes saudável. Dessa forma, ao deixar de educar a nutrição do povo, facilita a corrosão e degradação da saúde mental do indivíduo, pois ele não consegue ser saudável de corpo, logo, de mente também.
Diante de tudo exposto acima, é evidente a urgência da resolução dessas problemáticas. Para isso, cabe ao Ministério da Educação (pertencente ao poder executivo) reestruturar a visão dos brasileiros quanto a boa alimentação e saúde mental, por meio de palestras gratuitas de nutricionistas e psiquiatras (profissionais médicos com função de receitar e compreender remédios psicossomáticos) nas escolas, praças públicas e teatros. Afim de retirar os estigmas e reproduzir a filosofia do Leonardo da Vinci.