ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 03/10/2022
A filosofia de Tomás de Aquino defende a necessidade das pessoas serem valorizadas igualmente. No entanto, a realidade do Brasil demonstra o contrário na questão do estigma associado às doenças mentais, que exclui os indivíduos que sofrem desses problemas. Com isso, emerge um problema sério, em virtude da falta de representatividade e da má influência midiática.
Dessa forma, em primeiro plano, a falta de representatividade é um desafio no problema. Para Clarice Lispector, “não basta existir, é preciso também pertencer”. Porém, a sensação de pertencimento não acontece como deveria na questão estigma associado às doenças mentais, visto que é incomum haver personagens em filmes, novelas e séries que sofram de problemas semelhantes. Assim, sem atuar sobre o aspecto que a autora levantou, é improvável dissolver o problema.
Além disso, a má influência midiática intensifica a gravidade do problema. George Orwell afirma que a mídia controla a massa. Tal controle é nítido quanto ao estigma relacionado com as doenças mentais, visto que programas de TV e “podcasts” comentam assuntos que estão “em alta” no momento e que não tem proximidade com o caso como a participação da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa em “podcasts” nos quais contava casos de crimes ocorridos e diagnosticava o autor com problema mental mesmo sem ter tido contato com ele. Assim, urge que a mídia se responsabilize pelo comportamento que provoca na sociedade.
Visto isso, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Para isso, a mídia de massa deve criar um programa sobre as doenças mentais e o estigma vigente sobre elas, por meio de entrevistas com profissionais da saúde que se limitem a falar sobre casos que estudaram a fundo para não gerar falsos diagnósticos, a fim de reverter a má influência midiática que impera. Paralelamente é preciso intervir na falta de representatividade presente no problema.