ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 28/09/2022
Doenças mentais: da discriminação à inclusão
De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos têm direitos bá- sicos à vida. Embora prenunciado na lei, o direito à saúde pública não ocorre de maneira eficaz no país, uma vez que transtornos e doenças mentais são banaliza- das e, por esse motivo, sintomas passam despercebidos pela população. Desse modo, o contexto histórico nacional e a negligência governamental quanto a quali- dade do atendimento público corroboram os desafios do combate aos prejulga- mentos sociais.
Diante desse cenário, os reflexos preconceituosos oriundos da formação social brasileira perduram na contemporaneidade. Nesse viés, anterior as reformas oca- sionadas pela Revolução Industrial, acreditava-se na inutilidade de pessoas com transtornos mentais, entretanto, com o avanço medicinal, foi comprovada a impor- tância da profissionalização desses cidadãos. Assim como retratado na série “The Good Doctor”, a qual tece a história da a personagem que se enquadra ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e narra os benefícios e desafios da iniciação profissional. À vista disso, torna-se essencial o entendimento da sociedade perante às limitações individuais como colaboração às ações cotidianas.
Ademais, a ineficiência estatal mediante a qualidade de tratamentos psicológicos acentua os estigmas relacionados à problemática. Dessa forma, acompanhamentos qualitativos e eficazes são oferecidos por redes privadas, onde muitos pacientes não têm acesso- devido a desigualdade social brasileira- e, por isso, banalizam seus sintomas. Tais fatos, permitem a inclusão do Brasil à lista dos países mais ansiosos do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, salientando a necessidade de atenção ao que é pensado e não demonstrado nas relações coletivas.
Portanto, medidas que visam intervir no ciclo de desvalorização à saúde mental são essenciais ao país. Para isso, o governo federal, por meio do Ministério da Saú- de, deve realizar mudanças estruturais no sistema público- a começar por clínicas com profissionais capacitados- a fim de quebrar paradigmas e garantir tratamento qualitativo à nação. Com isso, assegurar os direitos previstos na Constituição a todos os brasileiros de modo igualitário.