ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 11/10/2022

O artigo sexto da Constituição federal discorre acerca dos direitos fundamentais da população, entre eles, amplo acesso à educação, ao lazer e à saúde. Porém, no Brasil atual, existe um grande estigma associado às doenças mentais, fato esse que atrapalha no diagnóstico e tratamento dos cidadãos. Logo, faz-se mister um debate acerca dos catalisadores desse contratempo, como a falta de políticas públicas e a insuficiência legislativa.

Em primeiro lugar, a inércia pública surge como grande protagonista desse revés. Segundo o celebre político americano Abraham Lincoln, a política deve servir ao povo e não o contrário. No entanto, os grandes líderes regionais - aqueles que deveriam fazer as palavras de Lincoln se cumprirem - não proporcionam amplos planos, metas e investimentos na área de saúde mental e divulgação para combater esse estigma.

Além disso, outra grande problemática é a insuficiência legislativa. De acordo com o escritor Gilberto Dimenstein em seu livro “Cidadão de Papel”, existem direitos que não alcançam o povo, ficando assim, no papel. Isso se deve a falta de clareza da Carta Magna, que prevê amplo acesso à saúde, mas não assegura a existência de canais de acesso para ela, como no caso, a ausência de postos e hospitais de referência nessa especialidade médica.

Portanto, medidas se tornam necessárias para frear esse problema. O Congres-so Nacional, órgão do Poder Legislativo, deve, através de emendas e reformas, alterar a Constituição. Tal mudança deve abranger com mais seriedade a saúde pública e em específico, a saúde mental. Também deve assegurar a criação de va-gas de emprego e especializações nas áres de psicologia e psquiatria em escala nacional. Espera-se, dessa forma, que todo cidadão se sinta amparado pelo Estado.