ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 18/10/2022

Na obra “O Cidadão de Papel”, o jornalista Gilberto Dimenstein crítica o sistema de leis do Brasil, o qual possui uma boa elaboração, porém carece de efetividade na prática. Sob esse viés, a crítica da obra sobredita se aplica no contexto nacional quanto ao debate acerca do adoecimento da sociedade brasileira, pois é uma questão a ser solucionada. Logo, é necessário medidas para solucionar o impasse, que é motivado pelo estigma das doenças mentais e pela negligência governamental no que tange aos investimentos no setor da saúde.

Em primeiro lugar, constata-se a banalização da sociedade como uma das causas dos transtornos mentais no país. Nesse contexto, a filósofa Hannah Arendt criou a expressão “Banalidade do Mal”, a qual diz respeito ao fato de que as pessoas estão normalizando as mazelas sociais, de modo a torná -las banais. Nessa ótica, tal teoria é constatada no contexto brasileiro, uma vez que parte da população associa doenças mentais a “Frescura”, o que acarreta preconceito, falta de informação e tratamentos especializados.

Ademais, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua teoria do “Silenciamento das Discussões”, alguns temas são omitidos na sociedade a fim de se ocultar as mazelas sociais. Sob essa perspectiva, a visão do autor pode ser aplicada quanto aos problemas que a depressão ocassiona no país o que acarreta o alto índice de mortes pelas doenças mentais.

Portanto, faz-se necessário ações para conter as doenças psiquiátricas na nação brasileira. Para tanto, o Governo Federal cuja função é manter a harmonia social por meio do Ministério da Saúde deve ampliar o acesso à palestras e debates, a fim de atenuar o problema. Feito isso, a realidade destoará de Dimenstein.