ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 30/03/2023
“O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira” acende a luz de alerta, sobretudo neste período dos impactos da pandemia da covid-19, das medidas de isolamento, sem beijos nem apertos de mão tampouco festas e aglomerações, afetando as relações interpessoais e consigo mesmo. Comportamentos que atingiram em cheio a sensibilidade, deixando um rastro de queixas de depressão, angústia e pânico. Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que só a depressão e a ansiedade possuem um impacto econômico global de um bilhão de dólares por ano. Para os estudantes, um desafio imenso redigir um texto dissertativo-argumentativo com opiniões e análise em torno do estigma, da doença mental e da sociedade brasileira. Certamente, muitos deles sentem na pele algum tipo de transtorno, se a experiência não é pessoal, é com alguém próximo.
O estigma é uma grande barreira para as pessoas que sofrem de transtornos mentais. Os portadores de transtornos mentais graves são mais frequentemente evitados pelas pessoas, amigos e familiares, são discriminados por colegas de escolas ou trabalho, preteridos ou seja, rejeitados ou desprezados por empregadores e vitimas de violências. E geralmente vem da falta de compreensão ou do medo e do preconceito que há na sociedade atual.
Estudos indicam que em torno de 450 milhões de pessoas no mundo preenchem critérios para o diagnóstico de algum tipo de transtorno mental, dos quais 80% vivem em países de baixa e média renda. O conceito de doença mental não obedece apenas a critérios clínicos, mas também morais, históricos e culturais. O todo deve ser considerado para uma análise completa.
No Brasil, estimativas recentes mostram que os transtornos depressivos e ansiosos respondem, respectivamente, pela quinta e sexta causas de anos de vida vividos com incapacidade, necessário considerar ainda o suicídio, importante causa de morte evitável. De acordo com a OMS, o suicídio é a terceira causa de morte de jovens brasileiros que têm de 15 a 29 anos. São pessoas que passam a conviver com estereótipos e estigmas que atingem não só a si, como também a família, os amigos e as instituições.