ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 19/05/2023
Na Grécia Antiga, especificamente em Esparta, crianças que nasciam com deficiências físicas ou mentais eram consideradas subumanas e eram abandonadas ou eliminadas. Apesar de muito tempo ter passado e de serem recorrentes, o preconceito e a exclusão ocorrem na sociedade brasileira. Assim, as principais causas do estigma estão associadas à falta de informação e de convivência social.
Em primeiro lugar, embora durante o mês de janeiro aconteça a campanha “Janeiro Branco”, que serve para conscientizar e informar sobre saúde mental, parte da população ainda acredita que ansiedade e depressão - doenças mentais mais comuns no Brasil - são “frescura” e não as interpretam como uma enfermidade que precisa de tratamento médico. Logo, nota-se que o problema ainda é menosprezado e não recebe a ajuda governamental necessária.
Nesse viés, como debate Michel Foucault, existe um padrão esperado pela sociedade e aqueles que não se enquadram são coagidos a se encaixarem. Com isso, diante do tabu que há em torno dos transtornos mentais, por vergonha e como uma forma de evitar maiores constrangimentos, os doentes não se posicionam nem buscam ajuda.
Em suma, é crucial que o Ministério da Saúde em parceria com especialidades e hospitais municipais criem campanhas que sejam compartilhadas e mediadas via redes sociais, canais de tv abertos e sites governamentais, com o objetivo de levar informações para a grande parte da sociedade brasileira e divulgar a via de assistência “Centro de valorização da vida”. Além disso, é necessário que os canais de ajuda já existentes continuem em funcionamento e sendo fiscalizados.