ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 08/09/2023

Segundo a filosofia aristotélica, nada se reduz ao ato senão por algo anterior já em ato. Nesse contexto, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, não há muita iniciativa para a mudança em relação ao estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira, dificultando uma possível solução para tal problema e colocando em foco uma desvalorização dos sentimentos e o aumento de distúrbios psicológicos como a depressão e ansiedade. Ademais, é preciso salientar, ainda, que a sociedade atual carece de informações a respeito de tal assunto, o que gera um estranhamento em torno dessa questão.

Em primeiro plano, evidencia-se que a palavra “estigma” deriva do grego “stígma” que tem o sentido de marca, que era utilizada pelos gregos na intenção de separar socialmente as marcas feitas com brasa e diferenciar os escravos de seus senhores. Outrossim, o termo é utilizado também nos estudos psiquiátricos para classificar aquelas pessoas com transtornos mentais, criando, dessa forma, uma distância sentimental e social, agravando seus quadros depressivos e ansiosos. Pode-se dizer, então, que a negligência por parte do governo e os fortes preconceitos implantados nas pessoas são os principais responsáveis por essa problemática.

Ademais, segundo os dados da Organização Mundial da Saúde, o número de pessoas no Brasil com depressão passa dos 11,5 milhões, gerando, assim, uma perda econômica para o país, em função das consequências geradas pela doença. De acordo com o psicólogo clínico Jordan Peterson, as pessoas com esse nível mental perdem o sentido da vida e desistência de fazer as coisas, o que culmina no suicídio. Nesse sentido, o governo deve tomar atitudes para ajudar esses brasileiros.

Tendo em vista os argumentos apresentados acima, cabe ao governo, em parceria com o Ministério da Saúde, por intermédio das redes públicas de informação, promoverem palestras e eventos públicos gratuitos, a fim de informarem e desmistificarem os preconceitos implantados em nossa sociedade, e promover a diminuição dos quadros depressivos e ansiosos. Dessa maneira, como explica a filosofia aristotélica para que algo mude ela precisa estar acontecendo, ou seja, em ato, passaremos a ter uma sociedade mentalmente mais saudável.