ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 06/03/2024

O livro “O Alienista” de Machado de Assis, conta sobre como um médico internou a maior parte das pessoas de uma cidade, alegando falta de sanidade, e depois se convencendo de que ele mesmo não estava são. A obra representa certo estigma da sociedade e do próprio médico sobre doenças mentais, além de uma visão estereotipada acerca de psicopatias. Assim, analisando atualmente, essa estigmatização decorre de vários fatores, dentre eles a desinformação e a falta de representatividade na mídia.

É notório que a desinformação sobre diversos assuntos é um grande problema, principalmente se tratando sobre a saúde mental das pessoas. Um caso recente que aborda esse problema, é o da influenciadora Vanessa Lopes no reality show “Big Brother Brasil” 2024, onde a influencer que ao apresentar transtorno psíquico, foi rotulada na internet de egocêntrica e mimada. Dessa forma, é possível notar que muitas vezes as pessoas não se preocupam em tentar entender uma pessoa, somente a julgá-la e estigmatizá-la, ainda mais se tratando de doenças mentais.

Ademais, a população em geral desconhece sobre a realidade de pessoas com distúrbios mentais, pois existe pouca representação na mídia, como em filmes ou séries, e quando existe, geralmente é muito esteriotipada. Um exemplo disso, é o filme “Coringa” dirigido por Todd Phillips, que apresenta um protagonista com uma doença neurológica. Embora o filme tenha trazido visibilidade para psicotatologias, é importante que os filmes e séries busquem retratar a realidade de uma doença mental, e não representando isso com um vilão, como foi feito no filme “Coringa”.

Portanto, para que não haja uma estigmatização de psicopatias como em “O Alienista”, cabe ao Estado brasileiro investir subsídios em produções culturais acerca da realidade das doenças mentais. Assim, as pessoas seriam informadas sobre esse assunto por meio de debates, documentários e notícias comentadas, além disso, palestras em escolas de ensino público e privado seriam essenciais. Dessa maneira, teriamos uma população mais consciente sobre a temática e que não estigmatize nenhuma forma de doença mental.