ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 04/09/2024
No filme “Joker”, estrelado por Joaquin Phoenix, é retratado a vida de Arthur Fleck, um homem que em virtude de sua doença mental é esquecido e discriminado pela sociedade. Um drama psicológico que é ao mesmo tempo conturbador e envolvente, nesse papel é possível notar um estigma pela sociedade. Nesse sentido nota-se a negligência governamental e os empecilhos sociais.
Em primeiro lugar, é válido destacar que a lenta mudança de mentalidade social colabora nesse cenário. Como na Grécia antiga onde se era muito cultuado o corpo, o estigma foi um marco, assim era feito uma marca distintiva queimada ou um corte na pele para que os outros pudessem saber quem eram membros inferiores da sociedade. O estigma é uma forma de construção negativa relacionada a alguns membros da sociedade que são afetados por alguma condição ou estado particular. Dito isso, observa-se a falta de compreensão e cuidado para com esses indivíduos.
Ademais, é fundamental apontar o estereótipo que a sociedade impõe, que os mesmos são incapazes de se socializar e até mesmo de se relacionar. Segundo estudos apontados, o transtorno do século é a depressão, com mais de 11,5 milhões de brasileiros sendo afetado. Diante de tal exposto, é notável que o mal do século seja a depressão, apesar de arremeter principalmente adultos e idosos, tem sido mais frequente na adolescência. Tem se tornado o maior estigma atualmente, sendo retratado como seus principais sintomas: inadequação e incapacidade. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Nessa lógica, percebe-se que o estigma é prejudicial e acarreta atitudes preconceituosas e práticas discriminatórias na sociedade. Portanto é crucial que seja criado comunidades mais inclusivas, apoiantes e que respeitem mais a diversidade por meio de instituições públicas, palestras e escolas do qual são fortes ferramentas de opnião, estabelecendo um diálogo respeitoso e incluso a favor dos transtornos mentais, a fim de prover oportunidades genuínas para que possam viver de forma independente, com vida digna e plena na sociedade.