ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 17/10/2024
Na obra " O Constitucionalismo Brasileiro Tardio “, o escritor Manoel Jorge constata que a ausência de cultura constitucional conduz à ineficácia social dos textos constitucionais. Para o autor, o Brasil é estruturado formalmente pela Constituição Federal; todavia, na prática, os direitos por ela garantidos não se encontram efetivados. Nesse sentido, esse cenário é presente na realidade brasileira, visto que a questão de saúde mental é circunsância impeditiva da efetividade dos textos da Carta Magna. Esse quadro nefasto ocorre não só em razão da negligência governamental, mas também da indiferença da sociedade.
Percebe-se, a princípio, que a débil ação do Poder Público possui íntima relação com o revés. Diante dessa conjuntura, segundo o filósofo contratualista Thomas Hobbes, o Estado deve atuar para materializar as normas da sociedade na qual ele está inserido. Nesse viés, o equívoco eclode no erro de se acreditar que tal premissa é assegurada com eficiência em todos os segmentos do corpo social. Nessa lógica, essa insuficiência do aparato institucional no atendimento às demandas da nação corrobora para o adoecimento da sociedade, aumentando o número de transtornos mentais, como a depressão. Logo, torna-se substancial a mudança desse quadro.
Ressalta-se, ademais, que a impassibilidade social contribui para a persistência dos empecilhos relacionados ao bem-estar mental. Nesse contexto, o intitulado " Paradoxo da Moral " é um livro escrito pelo filósofo francês Vladimir Jankélévitch para