ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 26/02/2021

Empatia? E daí?

Com o desenvolvimento capitalista, paulatinamente, a ideologia egocêntrica do “sucesso individual” se fortaleceu. Desta forma, as pessoas passaram a se importar cada vez menos com as outras. Assim, atualmente, há um grave problema no Brasil: a falta de empatia nas relações sociais. Destarte, desde os governantes até na cultura brasileira, esta problemática se faz presente.

Em primeiro plano, torna-se imprescindível mencionar que, além de governar o país, o Presidente da República é um reflexo e, ao mesmo tempo, um exemplo para a população. Isto posto, é cabível citar que o Presidente Jair Messias Bolsonaro, em 2020, durante um contexto pandêmico do vírus Corona no qual morriam mais de mil pessoas por dia, quando questionado sobre a quantidade de óbitos no Brasil devido à sua má gestão, respondeu ironicamente ao dizer: “E daí? Sou “Messias”, mas não faço milagres”. Com isso, explicíta-se, através de um exemplo negativo de uma autoridade, a ausência de empatia dos brasileiros.

Ademais, este problema é denunciado por meio cultural, como no “Rap”, haja vista que um dos papéis fundamentais deste estilo musical é a denúncia das injustiças sociais. Deste jeito, o artista Nocivo relata, na música “Jack”, a história de como sua filha foi estuprada e, por fim, escancara a falta de empatia da sociedade ao afirmar que a dor dos outros não comove as pessoas, mas apenas quando a tragédia aflinge suas próprias famílias.

Infere-se, portanto, que o Estado, em união com a família, deve parar de criminalizar o “Rap” e outras formas de expressão cultural que conscientizam a população. Tendo isso em vista, deve-se incentivar o conhecimento dos indivíduos destes estilos, desde a escola até em eventos e programas abertos de televisão, a fim de humanizar e alertar, gradativamente, a sociedade deste malefício social que é a falta de empatia.