ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 01/03/2021
Durante o Brasil Colônia, milhares de portugueses observaram a escravização de africanos sem intervir ou impedir que acontecessem em função da periodicidade desses acontecimentos. Similarmente na contemporâneidade, a normalização das injustiças e as desigualdades políticas se tornaram um problema à medida que as pessoas permanecem sem voz política e,devido aos preconceito para com o diferente e a ausência de responsabilidade coletiva, reproduz-se uma geração apática.
Sob primeiro plano, o preconceito da sociedade para com o diferença agrava a ausência de empatia haja vista que, segundo a filósofa Olgária Matos, uma sociedade não se deve chamar dessa forma caso não consiga conversar com o diferente. Cosoante a isso, as pessoas não detém a capacidade de lidar com as diferenças pois convive apenas com seus semelhantes, portanto as comunidades se tornaram deficitárias à proporção que o preconceito é normalizado e as minorias permancem marginalizadas.
Paralelamente, a ausência de responsabilidade coletiva visto que, para a ativista Simone de Beauvoir, “Somos responsáveis por tudo e todos”. Desse modo, o pensamento individualista comum na geração hodierna impossibilita realizar uma ação sem um ganho material a quem ajuda. Por conseguinte, as gerações que sucedem não prezarão pelo bem de seus iguais porque se preocupam em demasia consigo e com seus ganhos constituindo uma sociedade apática e excludente no que tange ás minorias.
Fica claro, portanto, os problemas relacionados à falta de empatia no Brasil. Destarte, o Ministério da Educação deverá proporcionar atividades escolares que promovam a solidariedade através de uma nova matéria integrada à grade curricular com o nome de Cidadânia com o intuito de promover uma rede de solidariedade na qual os participantes não priorizem o lucro ou ganho pessoal. Assim sendo, os futuros brasileiros inibirão atitudes como as dos portugueses durante a colonização do Brasil.