ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 28/02/2021
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito a convivencia social saudável como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativanão tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a falta de empatia nas relções sociais no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Basilarmente, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de amor no convívio do dia a dia. Seguindo essa óptica, é inegável que a falta de empatia pode acabar gerando cada vez mais conflitos, como guerras. Pois, segundo Rousseau, filósofo contratualista, que diz: a liberdade natural do homem, seu bem-estar e sua segurança seriam preservados através do contrato social. No entanto, isso não é realidade, uma vez que o Estado não cumpre sua função em garantir aos cidadãos deleitar-se dos direitos indispensáveis, como a educação social, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fulcral pontuar o pensamento arcaico como promotor do problema no Brasil. Segundo o que é pregado na alegoria de Platão “O mito da caverna”, os cidadãos devem sempre sair de um pensamento retrógrado para um pensamento evoluido/atualizado. Conquanto, ainda na nossa geração há pessoas que não se colocam no lugar do outro e acabam tendo um sentimento de individualidade, gerando, desta forma, uma estratificação social que culmina em preconceitos, como o que é visto na elevada taxa de feminicídio no país em que vivemos.
Depreende-se, portanto, a nescessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio dos Ministérios da Educação e Cultura, elaborem palestras, teatros e programas, transmitidos pelos canais de televisão aberta e mídias sociais em geral, que busquem mostrar para a sociedade o quão importante é o convívio de forma amigável a fim de mitigar a realidade de uma sociedade com patologias sociais e torná-la uma sociedade empática, onde o Estado desempenha corretamente o seu “contrato social”, tal como afirma Russeau. Assim, torna-se paupável a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.