ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 01/03/2021

O filme espanhol dirigido por Galder Urrutia, O Poço, mostra o comportamento humano numa prisão fictícia, onde farta e boa comida é disposta numa plataforma que desce por  666 andares, mas nas últimas celas não restam nem os ossos, devido ao egoísmo dos andares superiores. De mesmo modo, as relações sociais no Brasil demostram falta de empatia, motivadas pela falta de limites no conceito de liberdade.

A princípio, vale apontar a desunião na sociedade brasileira como grave empecilho no progresso da pátria, com reflexos nas violências e ideologias negativas. Para confirmar, segundo entrevistas do Datafolha de 2018, 96% dos entrevistados afirmaram viver em uma sociedade machista, enquanto 30% sofreram preconceito social. Dessa maneira, é inevitável se preocupar com a atual organização do país que mostra desconsideração pelo próximo e, portanto, vergonha de pertencer a um povo com faces cruéis.

Nessa perspectiva, o livre arbitro deve visionar o coletivo nas ações individuais, ou seja, cada um tem liberdade em ações pessoais, desde que não prejudique alguém. Para contextualizar, é precioso citar o ideal do filósofo inglês, Herbert Spencer, “A liberdade de um começa, onde termina a liberdade do outro.” Por exemplo, todos têm o gozo de expressão, mas não o poder de matar, pois fere o direito do outro à vida. Logo, é preciso atentar quanto ao real significado de liberdade.

Por conseguinte, é imprescindível que as escolas, ligadas ao poder midiático, difusores de informação e opinião, incentivem a comunidade a participar e criar campanhas pacifistas, que visionem respeito ao meio ambiente, união e afeto pelas pessoas. Desse modo, por intermédio da divulgação desses movimentos, é preciso engajar o público e exaltar o sentimento de orgulho e respeito nas relações do país da diversidade. Assim, o Brasil será o país da unidade e colaboração pelo bem geral.