ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 02/03/2021

A Constituição Federal, promulgada pela Assembleia Constituinte em 1988, assegura o respeito como um direito a todos os invíduos para o bem-estar social. Entretanto, na atualidade, a falta de empatia nas relações sociais quanto às informações sobre os casos de discriminação e de preconceito, bem como a depreciação da convivência impedem a garantia desse direito para o progresso social.

É importante abordar, primeiramente, as causas que perduram na realidade brasileira no que tange à desumanização. Nesse sentido, a tendência desrespeitosa com o próximo é perceptível nos discursos de ódio acessíveis nas redes sociais praticados por intolerantes raciais, sexuais e religiosos, muitas vezes, impunes pelo anonimato. Para tanto, observa-se uma anomia social em que, de acordo com o antropólogo Durkheim, o descumprimento de regras prmove o desequilíbrio da sociedade, haja vista que os crimes de ódio são condenados pela Carta Magna, promovendo a necessidade de mudanças na postura da população.

Ademais,  a partir da Revolução Industrial, iniciada na década de 1930, a intensificação do consumo favoreceu o posicionamento individualista da sociedade marcado pela competição e pela hiperprodutividade. Isso posto, ainda corrobora para uma desigualdade social, na qual a minoria das pessoas privelegiadas praticam a empatia pelos menos favorecidos. Destarte, a utopia idealizada por Thomas More, em que o filósofo idealiza uma sociedade perfeita, livre de adversidades é descartada perante às atrocidades do mundo.

Em suma, é notório que a questão social no país é um problema crônico, representando um atentado ao que é prescrito constitucionalmente. Logo, cabe aos mecanismos de socialização, através das escolas e da família, promoverem a conscientização do problema, por meio de discurssões em palestras aos alunos com amparo de psicólogos e debater a educação inclusiva a fim de instigar a sensibilidade nas relações. Paralelamente, à mídia, com seu poder persuasivo, expor em propagandas e ficções engajadas, as relações ideiais e respeitosas. Assim, tornar-se-á possível conviver em uma sociedade empática de forma democrática e coesa.