ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 03/03/2021
O escritor inglês Thomas More retrata na sua obra, “Utopia”, uma sociedade perfeita, livre de conflitos e problemas. Contudo, percebe-se que, no Brasil contemporâneo, a realidade é o oposto do que o autor prega, por conta da falta de empatia nas relações sociais. Esse contraste é fruto da ineficiência estatal, a qual tem como consequência a discriminação. Logo, é de suma importância a análise desses fatores.
Em primeiro lugar, é essencial citar que o governo possui um papel fundamental no corpo social. De acordo com o filósofo inglês Thomas Hobbes, o Estado tem o dever de garantir o bem-estar coletivo. No entanto, isso não ocorre no Brasil, o que é evidenciado pela ausência de empatia na população, cuja origem dessa problemática é a falta de eficiência dos soberanos, por exemplo, no que diz respeito ao incentivo e à manutenção de uma educação adequada, visto que o atual sistema de ensino se preocupa mais com meros pontos no boletim do que com o conceito de alteridade, o que iria garantir o bem-estar dos cidadão, pois seriam mais empáticos uns com os outros. Assim, fica clara a ineficiência do regime nesse quesito.
Além disso, é imprescindível destacar a discriminação como consequência desse problema. Segundo o teórico racionalista René Descartes, “penso, logo existo”. Partindo desse pressuposto, depreende-se que uma vida pautada na reflexão é fulcral para o pleno desenvolvimento individual na sociedade. Entretanto, haja vista a participação do Estado na educação, a maior parte dos indivíduos opta por não aderir a esse estilo de vida, o que colabora com a falta de empatia, justamente pelo fato de o discriminador não refletir acerca dos resultados de suas ações na vida do próximo, somente na sua. Dessa forma, é notória a necessidade da reflexão.
Enfim, medidas cabíveis precisam ser tomadas. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve aprimorar seu sistema de ensino, por meio de palestras, as quais serão realizadas em escolas e universidades com o apoio de profissionais qualificados nos ramos da psicologia e Ciências Sociais e abordarão temas relacionados à alteridade, a fim de promover o pensamento empático e reflexivo. Desse modo, a falta de empatia nas relações entre os brasileiros será extinta, e a coletividade alcaçará a utopia de More.