ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 05/03/2021
Durante o nazismo, inúmeras atrocidades foram cometidas nos campos de concentração, no entanto inúmeros alemães apoiavam as medidas adotadas pelo governante Adolf Hitler. Com base nisso, a filosofa Hannah Arendt cunhou o termo “banalidade do mal” para definir o distanciamento emocional responsável por mascarar a barbárie. Fora do contexto histórico, a falta de empatia continua a atingir as relações humanas, sobretudo no Brasil, visto que o mundo tecnológico promove instabilidade nas relações sociais, fator, que por conseguinte, corrobora para o surgimento da política do cancelamento.
Diante desse contexto, cabe ressaltar que a revolução técnico informacional corroborou para fortalecer atitudes egocêntricas. Tal afirmação, pode ser comprovada ao analisar o conceito de “amor líquido” proposto por Zygmunt Bauman, uma vez que de acordo com o filosofo as relações interpessoais passaram a ter prazo de validade, isso porque o imediatismo e fluidez do mundo contemporâneo alimentam uma postura apática, ou seja, pouco compreensiva entre as pessoas. Portanto, é importante pontuar acerca da necessidade de combater esse tipo de comportamento.
Sob tal ótica, é imprescindível dissertar acerca do fenômeno social conhecido como cancelamento, amplamente discutido na atualidade. Nesse sentido, a vigésima primeira edição do “Big Brother Brasil” exemplifica os fatores que fomentam esse tipo de conduta, posto que durante a exibição do programa a falta de empatia encorajou a criação de um ambiente hostil para Lucas Penteado, visto que ele foi privado do convívio social pelos demais integrantes, fator que provocou a desestabilização psíquica do participante, bem como o levou a desistir do jogo. Dessa maneira, é preciso atentar-se a reflexão instigada pelo reality show, posto que o confinamento dos participantes demonstra a desumanização e intolerância, ainda, recorrente nos relacionamentos no país.
Por fim, a ausência de empatia nas relações entre os brasileiros revela que o impasse gera como principal problemática o cancelamento, prática cada vez mais comum. Logo, é imprescindível a atuação do governo afim de mitigar os efeitos psicológicos ocasionados pela conjuntura supracitada. Para isso, o Ministério da Saúde deve criar um projeto que desenvolva o autoconhecimento entre os indivíduos. Por meio, da contratação de psicólogos e publicitários que irão formular uma propaganda informativa, afim promover o autoquestionamento na população sobre o egocêntrismo e apatia estabelecidos na modernidade. Dessa forma, a barbárie ocasionada pelo distanciamento emocional, já descrito por Hannah Arendt continuará fazendo parte do passado.
é pois está sendo utilizado com maior frenquência para nomear um comportamento comum no Brasil, promovido pela falta de empatia nas relações socia