ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 05/03/2021
O escritor Adam Smith defendia que o corpo social deveria buscar pela ambição individual em detrimento das necessidades de outrem, pois a prontidão para como o próximo seria um sinal de fraqueza e, por isso, a sociedade tenderia a não progredir. Todavia, o pensador estava errado, pois a falta de empatia nas relações sociais é um expressivo problema, o qual fortifica a regressão social. Nesse sentido, um dos argumentos que sustenta essa apátia é o discurso de ódio vinculado a intolerância e a desigualdade social. Desse modo, é urgente debater de forma racional suas raízes, como também reprimir tais condutas no cenário brasileiro.
É relevante abordar, primeiramente, que ao analisar a obra literária " Raízes do Brasil", do escritor Sérgio Buarque, é possível perceber que a sociedade brasileira, por vezes, se mascara de homem cordial, cujo este age com o coração frente à razão, mas essa cordialidade não tece exclusivamente o ideal de homem pacífico, uma vez que pode agir de forma violenta também. Nesse contexto, é isso o que acontece na realidade brasileira, ou seja, mediante o discurso de país pacífico, os cidadãos acabam não reparando o outro aspecto da cordialidade, como exemplo, o discurso de ódio e aversão ao diferente, que paira, incessantemente, no âmbito social e, desse jeito, tendem a distanciar as possíveis melhorias para uma boa convivência entre os moradores do ambiente.
Além disso, a desigualdade social tem seu papel para a persistência da problemática. Isso acontece porque, tal como analisou os compositores Chico Science e Nação Zumbi, na canção " A cidade", é notório que a maioria dos indivíduos no topo da pirâmide não tem apreço em olhar para quem está num ponto inferior. Nessa circunstância, esse individualismo de não se preocupar com as necessidades do outro, faz com que se configure uma distinção e segregação socioespacial entre os meios e oportunidades. Dessa maneira, a sociedade se torna menos humana e o convívio entre as pessoa se torna desarmônico ou inexistente.
Depreende-se, portanto, a urgência em discutir propostas que tenham como objetivo efetuar a empatia na esfera nacional. Posto isso, o Estado, responsável pela manutenção da ordem coletiva e bem-estar da população, deve instaurar políticas públicas nas escolas pública e privadas, para tratar de campanhas que estimulem a empatia entre os alunos, bem como efetuar projetos volutários fora do âmbito estudantil, com o intuito de alcaçar mais pessoas. Como efeito, os participantes de tais ações poderão absorver valores para uma boa convivência e prontidão para com outros indivíduos que têm uma realidade diferente. Assim sendo, talvez, seja possível insisitir no pensamento de que a sociedade está progredido, o que, felimente, é contrário ao que foi ensinado pelo Smith.